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Por que o Método SUPERA pode ajudar você?
Os esquecimentos e "brancos" do dia-a-dia podem indicar que a memória está mal. Porém não é complicado dar uma ajudinha para o cérebro "lembrar" das coisas. Atitudes simples como tomar banho de olhos fechados, disputar uma partida de xadrez ou usar o relógio no outro braço estimulam as atividades cerebrais em qualquer idade.
De acordo com o psiquiatra Fausto Amarante, a "ginástica cerebral" colabora para um sistema nervoso ativo, o que deixa a mente sempre afiada, ágil e esperta. "Os exercícios auxiliam, inclusive, a evitar problemas de memória quando a pessoa chega à terceira idade, como a doença de Alzheimer, que provoca a perda progressiva da memória."
Outros remédios contra o esquecimento são as palavras cruzadas e os joguinhos com números, que colaboram para manter a memória e o raciocínio em dia, além de divertir e ajudar a passar o tempo. Há 20 anos, o aposentado Jair Figueredo, 75 anos, responde às palavras cruzadas. Segundo ele, a brincadeira colaborou para que a memória não fosse prejudicada com a velhice. "Tenho facilidade em guardar números de telefones e endereços na cabeça. Além disso, com as cruzadinhas aprendo palavras diferentes para o meu vocabulário", conta o aposentado.
Do mesmo modo que os músculos do corpo precisam de movimento para ficarem fortes, o cérebro precisa de exercícios para realizar suas atividades com eficiência. Porém, muitas vezes, as pessoas esquecem que o cérebro também precisa de cuidados para funcionar bem. "Todos os dias recebemos muitas informações, mas não estimulamos a memória e a capacidade de processar e armazená-las, o que exige muito da mente", afirma o psiquiatra.
O advogado Pablyto Baioco Ribeiro, 30 anos, joga, em média, duas horas por semana de partidas de xadrez e garante que a atividade vai além da diversão. "É um jogo que requer concentração e capacidade de raciocinar rápido. Isso deixa a mente ágil na hora de tomar decisões e colabora com a memória", conta Pablyto, que joga há 17 anos.
Criança também pode
Exercitar a mente não é importante apenas para os adultos. As crianças também precisam de brincadeiras, como quebra-cabeça, adedonha, pintura e jogo da memória. Elas favorecem o desenvolvimento do raciocínio e fazem que a "ginástica cerebral" se torne um hábito.
No entanto, a psicoterapeuta Zenaide Monteiro afirma que a maior contribuição para os pequenos é a leitura. "Quando contamos uma história a uma criança ou ela lê um livro, a imaginação fica responsável por desenvolver cada detalhe da história. Já na tevê, na internet e nos filmes, as imagens e as falas estão prontas, não é preciso pensar para criá-las, por isso não exercitam a mente." A curiosidade também influencia na capacidade de raciocinar. "É ela que faz com que a criança quebre os brinquedos para saber como funciona e do que é formado", exemplifica a psicoterapeuta.
Mas tudo deve ser na dose certa, pois o excesso de estímulos também atrapalha. Música, internet, dever de casa, lanche e conversas com o amiguinho. Tudo isso, ao mesmo tempo, dificulta a percepção do cérebro sobre cada ação. "Isso acaba confundindo, e as informações não são armazenadas. Esquecemos todas as coisas que realizamos quando não damos a elas a atenção necessária. Não existe memória fraca. Se não registramos cada detalhe, não vamos nos lembrar depois", ressalta Zenaide Monteiro.
Exercite o cérebro
- Faça palavras cruzadas
- Resolva sudoku e desafios de lógica
- Jogue xadrez
- Realize atividades físicas
- Experimente usar o relógio no braço trocado ou escrever com a mão contrária a habitual
- Vista-se com os olhos fechados
- Faça um caminho diferente para ir ao trabalho
- Coma com os olhos fechados e sinta as diferentes texturas e sabores
- Passe algumas horas com o ouvido tampado para experimentar o mundo sem sons
- Aprenda um novo idioma
- Sinta o cheiro de momentos rotineiros como ao acordar, antes de se vestir antes de deitar ou ao escutar música
- Veja as horas em um espelho
:: Conceição Trucom ::
A mente anda cansada, com preguiça de pensar, planejar e aprender?
E pior, vive dando brancos: para onde estou indo mesmo? Sei que tenho que comprar algo... Caramba, esqueci a panela no fogo! Qual é mesmo o nome daquele ator?
Bem, isto é sinal de que você está esquecendo de colocar alguns alimentos no prato. Afinal, um cérebro saudável e vivo, depende de uma alimentação consciente e vitalizante.
Que o consumo de peixes faz bem à manutenção das células cerebrais todo mundo já sabe. Mas os neurobiólogos não param de realizar estudos, e a lista de alimentos que fortalecem as funções cerebrais fica cada vez mais focada para o mundo dos vegetais frescos e integrais.
É nas frutas, por exemplo, que se encontra a fisetina - mais precisamente no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã e também na cebola e espinafre. Segundo o Instituto Salk, na Califórnia (EUA), essa substância vem sendo considerada fundamental para manter a memória jovem, porque sua função é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las.
O fenômeno pode ser explicado pelo fato destes vegetais, quando integrais, frescos e crus, estão concentrados de compostos antioxidantes, que neutralizam os danos dos radicais livres no cérebro, melhorando a juventude e sanidade das suas células. A capacidade delas se comunicarem com todas as partes do organismo e de armazenarem informações.
Além disso, encontramos na fração oleosa das sementes, grãos integrais e na gema do ovo, uma grande gama de substâncias que são muito amigas do cérebro. Vamos conhecê-las:
Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo - sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantêm o cérebro acordado e ativo (elétrico). Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e nas folhas verde escuro.
Vitamina E - poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.
Vitamina C - famosa ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-germinadas, assim como na maioria das frutas.
Vitaminas do complexo B - regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais.
Bioflavonóides - são polifenóis com forte ação antioxidante. Além das sementes são encontrados também no limão, frutas cítricas, uva e nas folhas verde escuro.
Colina - participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.
Acetil-colina - um neurotransmissor, fundamental para as funções de memorização no hipocampo. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.
Fitosteróis - estimulante poderoso do sistema de defesa do organismo, reduzindo proliferação de células tumorais, infecções e inflamações. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.
Fosfolipídeos entre eles a Lecitina - funcionam como um detergente, desengordurando todos os sites por onde passa. Além disso, participam na recuperação das estruturas do sistema nervoso e da memória. Presente em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.
Ômega-3 – funciona como um antiinflamatório poderoso, evitando a morte dos neurônios. Existem somente três fontes: os peixes de águas frias e profundas e as sementes de linhaça e prímula.
NÃO ESQUEÇA DE TER SEMPRE NA DESPENSA
Sementes cruas e sem sal: linhaça, gergelim, girassol, abóbora, castanha do Pará, castanha de caju, noz pecã e macadâmia. Lembre das sementes da melancia, do pepino e do melão.
Óleos: azeite virgem ou aqueles que são prensados a frio – linhaça, girassol, gergelim e soja. Lembre do famoso óleo de fígado de bacalhau.
Leguminosas: soja, ervilha, lentilha, grão de bico, feijão branco, azuki e os demais.
Frutas: limão e as demais cítricas, uva, maçã, kiwi, pêssego, morango e demais frutas vermelhas (amora, cereja), abacate, tomate e azeitona.
Cereais integrais: arroz, trigo, aveia e centeio, como também o germe de trigo.
Verduras: todas as folhas de cor verde escura, como todas as couves (manteiga, brócolis, flor), a bertalha, a espinafre e a folha da beterraba.
Legumes: principalmente os de cores vivas como a cenoura, a beterraba, a abóbora e no meio deles a cebola e a cebolinha.
Se você não é vegetariano, lembre-se que os peixes não devem faltar quando o propósito é cuidar do cérebro, da capacidade de se concentrar e da memória. Os mais interessantes são os de água fria, ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala.
Os Alimentos Neuroprotetores
São os agentes antioxidantes, como os bioflavonóides e carotenos, presentes nas frutas cítricas, na uva (principalmente as escuras), nas frutas vermelhas (morango, amora e cereja) e laranjas (pêssego, caqui, mamão, manga e damasco) e na maçã. Quanto às hortaliças, insista nas de folhas escuras, como as couves, a bertalha e o espinafre. Nos legumes: a abóbora, a cenoura e a beterraba.
A vitamina E (tocoferóis) está presente nas sementes e nos óleos vegetais prensados a frio, como o de soja, linhaça e girassol, assim como no germe de trigo. Óleos vegetais refinados são pobres de micronutrientes de valor terapêutico.
Entre os minerais, as revelações são o zinco - encontrado em doses generosas na semente de abóbora, no iogurte e nos cereais integrais; e o selênio, que está concentrado na castanha do Pará e em menores doses nos grãos integrais, na cebola e no alho.
Por fim, o ômega-3 dos peixes de água fria, que também protege os neurônios. Mas ele está presente em altas doses na semente de linhaça e no seu óleo prensado a frio.
Os Alimentos Regeneradores das células
A colina e a lecitina, substâncias fartamente encontradas na fração oleosa da soja e na gema do ovo, têm papel fundamental na composição da membrana gordurosa que reveste os neurônios. E, haja colina, pois as funções cerebrais de aquisição e armazenamento de novos dados, exigem mais intensamente pela formação de novas células. Bem, não dá para sair comendo ovo em excesso, mas é possível fazer uso diário de suplementação alimentar com a lecitina isolada de soja (1 grama/dia).
Elas estão presentes também, mas em menor concentração, no germe de trigo, nas leguminosas e no levedo de cerveja. Está provado que o consumo de alimentos que contêm colina durante a gravidez e na fase de aleitamento influi beneficamente no desenvolvimento cerebral da criança.
Os Alimentos que Estimulam as conexões cerebrais
Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar. É o caso da fisetina, que marca presença nas frutas já citadas.
As vitaminas do complexo B também facilitam a comunicação entre as células e tais substâncias são mais comuns em alimentos de origem animal como as carnes, peixes, aves, vísceras, leite e derivados. Entretanto, nos vegetais como os cereais integrais, sementes, germe de trigo, soja e demais leguminosas, também estão presentes, porém em menor concentração.
Finalmente, o fósforo, que se encontra nos peixes, no germe de trigo e ainda nas sementes de girassol e abóbora.
O QUE COMPROMETE A SANIDADE DO CÉREBRO?
Procure fugir de alimentos que causam picos glicêmicos - eles estouram a taxa de glicose no sangue e no cérebro - como o açúcar (principalmente o refinado), massas e cereais refinados, batata inglesa e doces em geral. Eles elevam a produção de insulina e de ácido aracdônico, fortes responsáveis pelos processos inflamatórios, que aceleram o envelhecimento e morte das células cerebrais.
Metabolicamente, sabe-se que logo após os picos glicêmicos gerados pelo consumo excessivo de açúcar e amidos, é inevitável quadros de hipoglicêmia, que é a queda vertiginosa do teor de glicose no sangue. Tal situação desarticula todas as funções sensoriais do cérebro, assim como a sua produtividade, poder de comunicação interna e armazenagem de dados. Tanto que a reação natural de um cérebro em estado de hipoglicemia é o sono, ou seja, pára tudo.
Evite também as drogas que geram produção massiva de radicais livres como é o caso do cigarro, das frituras, do álcool, do café, dos alimentos muito processados e aditivados. Os radicais livres AMAM destruir neurônios e demais células do organismo.
Por último, evite as frituras e as gorduras de origem animal, que tormam as membranas celulares rígidas e pouco porosas, inviabilizando a fluidez e a qualidade das trocas químicas, tanto de nutrição, como de limpeza orgânica. Uau! Cérebro desnutrido e envenenado.
Pesquisador da UNESP prova que a boa memória depende dos estímulos que o cérebro recebe. Dá ainda dicas de como mantê-la fresca para o resto da vida.
Sempre se acreditou que a perda da memória estaria relacionada com a degeneração dos neurônios cerebrais. E que, conforme o indivíduo fosse envelhecendo, haveria uma perda gradativa dessas células nervosas, o que afetaria sua capacidade de memorização. Pesquisas recentes mostram, entretanto, que os neurônios não se degeneram em grandes quantidades com o passar dos anos.
"Apenas tornam-se inativos por falta de estímulos", afirma o neurofisiologista Avelino Leonardo da Silva, da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Assis, que realizou um estudo no qual ele comprova que o idoso pode ter capacidade de memória idêntica a de um jovem. Tudo depende do aprendizado, treino e experiência. Em outras palavras, dos estímulos que ele dá ao seu cérebro.
Para chegar a essa conclusão, o pesquisador aplicou testes para comparar a capacidade de memorização de jovens e de idosos. Os jovens avaliados tinham idade entre 12 e 18 anos e cursavam, respectivamente, a sexta série do primeiro grau e a terceira série do segundo grau.
A fim de evitar distorções, foram testados grupos de alunos de escolas públicas e particulares de vários níveis sócio-econômicos. Já os idosos - todos com idade acima de 55 anos - foram divididos em dois grupos: um que possuía Curso Colegial e Superior e outro constituído por pessoas que tinham no máximo a quarta série do ensino fundamental.
Capacidade de memorização - "Quando comparamos os resultados, constatamos que não havia nenhuma diferença entre o grupo de idosos com nível elevado de escolaridade e os alunos da terceira série do 2º grau", conta o pesquisador. Em contrapartida, os idosos que tinham baixa escolaridade apresentaram um desempenho similar ao dos alunos da sexta série do 1º grau.
A capacidade de memorização do grupo de jovens da terça série do 2º grau também foi 22% superior à do grupo dos alunos menores. "Já a comparação entre os idosos mostra que o grupo com maior nível de escolaridade apresentou, em média, um desempenho 30% superior em relação ao outro, o que mostra a importância do aprendizado para o desenvolvimento de habilidades cerebrais, como a memória imediata", explica o pesquisador.
Ginástica cerebral - Segundo o pesquisador, não é a quantidade de neurônios que determina a capacidade de memória, mas sim o número de conexões sinápticas e o tamanho das ramificações dendríticas dos neurônios, cujo desenvolvimento depende diretamente dos estímulos que o cérebro recebe.
"As ramificações encontradas nos neurônios podem ser comparadas a um galho de árvore, que se expande conforme os estímulos que recebe", explica, acrescentando que esses estímulos também servem para aumentar a quantidade das conexões sinápticas, que são responsáveis pela transmissão de dados entre os neurônios.
"Assim como o corpo precisa de exercícios para deixar os músculos mais fortes e ágeis, o cérebro também necessita de ginástica para estimular suas células, favorecendo desta maneira, não só a memória, mas a capacidade intelectual como um todo" explica.
Portanto, a melhor forma de estimular o cérebro, independentemente da idade, é colocar a cabeça para funcionar. Ler, resolver palavras cruzadas, jogar xadrez, decorar textos, por exemplo, são exercícios que deixam a memória mais ágil.
"Essa ginástica mental serve tanto para manter a memória em dia quanto para estimular os neurônios que estão desativados", ressalta o pesquisador, acrescentando que esses exercícios ajudam até os idosos que apresentam diminuição de memória causada por problemas no sistema circulatório, por algum tipo de disfunção neurológica ou até por doenças genéticas. Nesse caso, eles poderiam compensar a perda por novas conexões entre os neurônios.
Supera - Ginástica para o Cérebro
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